Entenda como funciona o protocolo de crises convulsivas e saiba como socorrer

Imagine a seguinte situação: você está em um metrô, com seus fones, voltando para casa depois de um dia de trabalho. De repente, uma jovem começa a convulsionar sentada. O que você faz?

As duas opções acima estão corretas, provavelmente você pensaria rapidamente na resposta A, mas saiba que a opção B não apenas economiza tempo, como pode evitar uma complicação mais grave em relação à saúde da vítima. O objetivo deste guia é trazer informações essenciais para que você saiba como agir em situações como esta.

Para elaboração deste guia, foram entrevistados três especialistas: o Dr. Lecio Figueira, neurologista especialista em epilepsia e vice-presidente da Associação Brasileira de Epilepsia (ABE); Elias Aracati Paiva, enfermeiro, ex-socorrista e assessor de imprensa do SAMU; e Tatiane Nogueira, bombeiro e socorrista.

Epilepsia é igual a convulsão?

Segundo o Dr. Lecio, a epilepsia é, na verdade, um sintoma de uma atividade cerebral que possui diversas causas e que pode ocorrer em qualquer fase da vida. Por isso, vale destacar que as convulsões podem estar ou não relacionadas ao quadro clínico.

Possíveis causas de crises convulsivas

Possíveis causas de crise convulsiva Faixa etária de risco
Febre alta Crianças de até 5 anos
Epilepsia Diagnosticada ou desenvolvida (infância e terceira idade são fases mais comuns)
Abuso de substâncias (álcool, drogas) Jovens adultos - adultos
Medicação Qualquer faixa etária
Concussão Qualquer faixa etária
Trauma no crânio Qualquer faixa etária

O protocolo CALMA para Crise Convulsiva foi desenvolvido por especialistas da ABE e divulgado em suas redes sociais como um guia para atender pessoas durante crises convulsivas e que sintetiza as melhores práticas em primeiros socorros em casos como o mencionado.